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Esporotricose em gatos: sintomas e tratamento!

Por Cobasi   Tempo de leitura: 3 minutos

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Esporotricose em gatos: sintomas e tratamento!

Gatos são animais curiosos e brincalhões, e, depois de algumas peripécias, é natural que eles apresentem um machucadinho ou outro pelo corpo. Porém, todo cuidado é pouco! Se você perceber que algumas feridas não cicatrizam, e que, na verdade, pioram com muita rapidez, ele pode estar sofrendo de esporotricose em gatos.

O que é esporotricose em gatos?

A esporotricose em gatos trata-se de uma micose subcutânea que, caso não diagnosticada e tratada o mais rápido possível, causa lesões na epiderme, na derme, nos músculos e até nos ossos dos felinos.

Antigamente, a esporotricose era conhecida como “doença dos jardineiros”. Isso porque, em épocas passadas, esses profissionais entravam em contato direto com locais contaminados. Quando se machucavam, o fungo entrava na ferida, fazendo com que esses homens se contaminassem com a doença.

Hoje em dia, entretanto, apesar de essa enfermidade ainda ser capaz de contaminar humanos, ela afeta os gatos com muito mais recorrência. Sendo, então denominada esporotricose felina.

O que causa essa doença?

O grande responsável pela esporotricose felina é o fungo Sporothrix sp., que, naturalmente, é encontrado em troncos de árvore, na superfície das plantas, em espinhos de flores, em madeiras e no solo. Novamente, não é à toa que esse problema era a “doença dos jardineiros”.

No Brasil, porém, o causador mais frequente da esporotricose em gatos é o S. brasiliensis, apesar de o S. schenckii também se apresentar em menor quantidade.

Todos esses fungos, como já mencionamos, se proliferam em áreas externas, nas quais os gatos normalmente têm acesso. Então, ao brincar entre as plantas contaminadas ou ao se esfregar em árvores, os pets podem acabar se machucando e permitindo que o fungo entre em seu organismo através da ferida.

Depois disso, a transmissão passa a ocorrer pelo contato direto entre um gato infectado e um gato saudável. Além disso, a esporotricose pode, também, ser transmitida por meio de objetos. Ou seja, se um felino sadio utilizar o mesmo pote de ração de um felino contaminado, ele também vai se acometer à doença. 

É válido ressaltar, mais uma vez, que ela é transmissível aos seres humanos que entram em contato com o fungo e que estejam com o sistema imunológico fragilizado.

Quais são os sintomas da esporotricose em gatos?

Essa doença, que tende a se agravar com tanta facilidade, pode ser dividida em três fases, nas quais em cada uma os sintomas são específicos.

Na primeira fase, também conhecida como esporotricose cutânea, o gato começa a apresentar feridas avermelhadas na pele, com a presença de secreções. Pode até aparentar se tratar de um machucado comum, mas é importante perceber que, no caso da esporotricose, esses ferimentos não se curam e tendem a se agravar.

Na segunda fase, os machucados, caso não tratados, se desenvolvem rapidamente para úlceras. Além disso, por conta de as lesões se tornarem mais profundas, o sistema linfático dos gatos pode ficar comprometido.

Já na terceira fase, o fungo se espalha por todo o corpo do pet, podendo acometer músculos, órgãos internos e até os ossos. Com isso, além dos machucados ainda mais agravados, o gato passa a sofrer de febre, problemas respiratórios, falta de apetite e apatia. 

Como é o tratamento da doença?

Esporotricose em gatos: sintomas e tratamento!

Primeiramente, você deve levar o felino ao veterinário o mais rápido possível. Como já vimos, a esporotricose em gatos se agrava com muita velocidade, então é importante fazer o diagnóstico o mais rápido possível, de preferência na primeira fase da doença.

Para o diagnóstico, de modo geral, o veterinário vai confirmar se o problema realmente se trata de uma esporotricose por meio de exames de citologia, cultura de fungos ou biópsias das lesões. Depois disso, é possível que ele faça a prescrição de antifúngicos via oral, de acordo com o estágio da doença.

O tratamento pode ser um processo bastante demorado, durando, aproximadamente, de seis meses até um ano. E é importante que os medicamentos não sejam interrompidos antes da hora, porque o fungo pode voltar a se manifestar, trazendo todos os sintomas à tona novamente.

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