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Panleucopenia felina: saiba como a doença age

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Por Cobasi   Tempo de leitura: 2 minutos

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Panleucopenia Felina

A Panleucopenia Felina é uma doença infectocontagiosa provocada pelo vírus da panleucopenia felino (VPF), integrante  da família Parvoviridae, e por variantes do parvovírus canino (CPV). Ela pode atacar tanto os felinos domésticos como os selvagens.

A doença acontece via fecal-oral, onde o vírus é eliminado nas fezes do animal infectado, contaminando o ambiente, o alimento, a água ou objetos, infectando assim, outros animais. Inicialmente, esse vírus se replica na mucosa e no tecido linfóide da orofaringe, atingindo a corrente sanguínea na sequência e se espalhando por mais tecidos.

A Panleucopenia pode afetar os felinos domésticos de qualquer idade, caso eles não estejam vacinados, mas gatos de dois a seis meses contam com mais chances da doença se disseminar de uma maneira mais grave (em adultos, normalmente, é mais leve e moderada).

Quais são os principais sintomas da doença

Em alguns casos os felinos podem ser assintomáticos, caso contrário é possível perceber diversos sintomas, tais como: diarreia, anorexia, hipotermia, pirexia, depressão, êmese, dor abdominal, desidratação, prostração, mucosa pálida e até mesmo convulsões.

Quando a infecção chega a ser intrauterina, ela pode causar: mumificação fetal, hidrocefalia, natimortos, hipoplasia cerebelar em filhotes, aborto e retinopatia.

Como diagnosticar a Panleucopenia

Para que o diagnóstico seja confirmado, o veterinário irá se basear nos sintomas e na história clínica completa do animal. Após a chegada ao consultório, é realizado um exame de sangue que, caso confirme o vírus, vai exibir alterações nos glóbulos brancos e vermelhos, dependendo sempre de como está o estágio da doença.

Esse diagnóstico deve ser realizado por meio do teste ELISA, usando uma amostra de fezes extraída, de preferência, diretamente do reto.

Panleucopenia Felina

Como tratar a Panleucopenia Felina

Para o tratamento, é recomendado contar com o suporte da fluidoterapia para balanceamento das perdas hidroeletrolíticas, suprir as necessidades diárias e corrigir distúrbios acidobásicos. Pode-se também utilizar, suplementos vitamínicos, antieméticos e antibioticoterapia (responsável por impedir infecções secundárias.

Em felinos que desenvolveram anemia ou hipoproteinemia, isto é, redução de proteína no, pode ser necessário recorrer a uma transfusão sanguínea ou realização de nutrição enteral ou parenteral.

Os animais que estão com a doença liberam muitas concentrações de vírus no ambiente, sendo ele extremamente resistente. Por conta disso, a melhor escolha é deixá-los isolados, fazendo sempre a higienização do local e dos objetos com produtos que inativam esse microrganismo. O hipoclorito de sódio é uma boa opção para a circunstância em questão. É muito importante estar atento para não causar intoxicação nos animais ao utilizar produtos como esses.

A Panleucopenia Felina pode ser muito grave, então evitá-la é o melhor cenário. Isso pode ser feito através da imunização dos animais. A vacinação não protege apenas o felino vacinado, como parte da população não vacinada, por conta da imunização coletiva, também conhecida como “imunidade de rebanho”.

Manter a vacinação dos animais em dia é necessário, pois reduz um número grande de doenças sérias, tais como a Panleucopenia Felina, que é evitada. No fim, o importante é garantir que o seu pet esteja sempre em segurança, desfrutando de uma vida saudável e feliz.

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